Sobre o instrutor:
Alex Stéphane NDJIP NDJOCK é epidemiologista e especialista em saúde pública com mais de cinco anos de experiência nos Camarões na coordenação de programas de vacinação, controlo da malária, vigilância epidemiológica e resposta a epidemias. Desde 2020, atua como ponto focal de malária e gestor de dados no Distrito de Saúde de Edéa, onde forma pessoal, supervisiona campanhas de vacinação e participa na gestão de epidemias (sarampo, cólera, febre amarela).
Possui Mestrado em Saúde Pública com especialização em Epidemiologia e Diploma em Vacinologia pelo Instituto Pasteur de Paris, e também leciona em várias instituições médicas e paramédicas (Université des Montagnes). Autor de numerosas publicações científicas e dois livros, é editor associado e revisor certificado de revistas internacionais e membro ativo de várias redes científicas (Epiter, IAS, AMMnet, etc.).
Resumo do seminário
Esta apresentação, intitulada “Análise Preliminar do Impacto da Introdução da Vacina contra a Malária na Incidência de Malária Grave em Crianças Menores de 5 Anos”, examina a situação epidemiológica nos distritos de saúde de Edéa, Japoma e Mbanga, nos Camarões, entre 2020 e 2024. A malária continua a ser uma doença endémica importante nos Camarões, afetando particularmente crianças pequenas e mulheres grávidas, o que levou à inclusão da vacina contra a malária (VM) no Programa Alargado de Imunização em 2024. O estudo baseia-se numa análise retrospetiva de dados de vigilância e avalia a correlação entre a cobertura vacinal da terceira dose e as tendências dos casos de malária grave para determinar a eficácia inicial desta intervenção de saúde pública.
Os resultados destacam um desafio persistente com um elevado número de casos de malária grave, bem como um declínio significativo na cobertura vacinal entre a primeira e a terceira dose em todos os distritos estudados. No entanto, a análise revela uma forte correlação negativa (r = -0,86) entre a cobertura vacinal completa e o aumento de casos graves em 2024 em comparação com 2023. Isto sugere que, embora a incidência global continue a ser uma preocupação, uma maior cobertura vacinal ajuda a limitar o aumento das formas graves da doença. O estudo sublinha, portanto, a importância de reforçar a adesão ao esquema vacinal completo para maximizar o impacto protetor da vacina em crianças.
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